Deja vu, Premonições, Transe mediúnico – Das denominadas crises histéricas de Freud ao reconhecimento científico da importância terapêutica das terapias que estimulam estados alterados de consciência para a cura profunda da alma e de doenças psicossomáticas.

 

Durante muitos anos, falar-se em premonição, clarividência e mediunidade foi risco de morte nas fogueiras por heresia. As chamadas fogueiras santas levaram para o céu (e não para o inferno) milhares de pessoas sem culpa alguma no cartório, apenas por comportamentos “estranhos” e que poderiam oferecer riscos à hegemonia do clero. Sensitivos e esquizofrênicos eram considerados endemoniados devido à incompreensão desses fenômenos e sintomas.

 

O preconceito científico

 

Superada essa fase negra da humanidade, alguns estudiosos retomaram os estudos dessas fantásticas e incompreensíveis realidades, que, no entanto, já eram conhecidas a milênios atrás por povos orientais.

 

Cientistas como Mesmer e Charcot, fizeram experiências e relatos importantíssimos sobre magnetismo humano e estados alterados de consciência que foram desprezados pela medicina de outrora, inclusive Freud que realizou vários testes com a hipnose e ao se deparar com situações que poderiam coloca-lo em situação de ser ridicularizado pela classe médica, resolveu arquivar seus estudos e simplesmente denominar esses pacientes como histéricos. E esse foi um dos motivos da dissidência de Jung com Freud…

 

Jung desde sua infância viu-se às voltas com fenômenos incompreensíveis, aliás ele mesmo os vivenciara. Tornou-se um grande estudioso da psique humana e observou que o Homem era muito mais que um corpo físico, que o pensamento era muito mais que reações químicas cerebrais e que a mente humana não estava no cérebro, muito embora precisasse desse órgão para o adequado controle do corpo físico. Entendeu com clareza que uma mente adoecida seria a responsável pelo adoecimento desse corpo físico, identificando o que hoje a medicina denomina doença psicossomática.

 

Enquanto a ciência permanecia presa aos resultados de seus experimentos científicos e as religiões ocidentais, aos seus dogmas, ignorando a realidade e procurando apenas criar rótulos que satisfizessem aos seus “sábios”, os fenômenos aumentavam em quantidade e em profundidade espalhando-se pelo mundo inteiro.

 

No Brasil não foi diferente, pessoas foram taxadas de loucas, de macumbeiras ou “emacumbadas”, sofriam tanto preconceito e algumas foram segregadas. Com os médicos, terapeutas e outros profissionais que se dispuseram a estudar esses fenômenos com seriedade para ajuda-los, não foi diferente: foram ridicularizados, cassados, chamados de “curandeiros” e foram obrigados a trabalhar na obscuridade.

 

O início da mudança

 

Com a chegada da Física Quântica desmitificando, modificando paradigmas e trazendo luz à humanidade, novas verdades foram conhecidas o que trouxe para a ciência a única certeza de que pouco se sabe do Homem, da mente humana e do Espírito imortal. Desde então, os avanços nos estudos dos estados alterados de consciência e de técnicas como a hipnose, terapia regressiva e terapias energéticas na interpretação de sintomas e recuperação de doenças tem sido de grande importância para a humanidade.

 

Hoje a Hipnose Clínica e a Terapia Regressiva tem sido usadas, no Brasil e no mundo, por terapeutas e profissionais especializados, atingindo grande sucesso na cura profunda da alma. As terapias holísticas, as chamadas práticas integrativas, ocupam hoje lugar de respeito no meio científico e acadêmico, sendo as grandes aliadas da medicina convencional.

 

O vídeo da entrevista com dr. Eliezer Mendes em 1987

 

Trago aqui uma pérola do Youtube no Brasil, uma entrevista em 1987 com o Dr. Eliezer Mendes autor da expressão “psicotranse” que era como denominava sua prática terapêutica que compreendia estados alterados de consciência, hipnose, regressão e magnetismo.

 

Vale a pena assistir ao vídeo do Dr. Eliezer e seu Psicotranse, e perceber que, o que um dia, foi considerado por muitos como ridículo e sem sentido, hoje é visto com gratidão por profissionais mais novos ávidos de saber.

Confira aqui

Durante uma sessão de hipnose ou regressão, como terapeutas não temos o direito de julgar as experiências dos terapiandos e nem tampouco de questionar suas vivências, suas metáforas, suas crenças, o que nos importa é compreender que verdade estão nos trazendo e de que forma poderemos ajudá-los.

 

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